Tal como a Academia de Platão ou o Liceu de Aristóteles, o estoicismo se tornou uma das maiores escolas filosóficas da antiguidade.
Os filósofos estoicos se reuniam sob o pórtico dos templos daí a denominação stoikós ou "filósofos do pórtico".
O estoicismo produziu alguns dos maiores pensadores da época. Desde Epiteto, um ex-escravo, até Marco Aurélio, o poderoso o imperador romano.
Neste episódio vamos compreender um dos pontos fundamentais do Estoicismo.
Um pilar central do Estoicismo é a ideia básica de
que algumas coisas dependem de nós e outras não.
Podemos dividir tudo o que fazemos nessas duas classes de coisas: aquelas que não temos controle (...) e aquelas que temos controle.
As coisas que não estão sob nosso controle, não são nem boas nem más, são indiferentes.
O que depende e o que não depende de nós?
Também podemos rever nossas opiniões. Tudo isso
está sob nosso controle.
Porém, as
coisas exteriores, inclusive nosso corpo, seguem leis contidas em sua natureza:
os objetos do mundo seguem as leis da física; os animais, seus instintos; os
demais humanos, suas próprias escolhas. Sobre isso não temos controle. Essas coisas não podem ser escolhidas por nós.
Vamos a um simples exemplo. Imagine uma chuva inesperada que atrapalhou seus planos.
Há uma metáfora estoica que ilustra bem esta questão:
Imagine um arqueiro que está tentando atingir um alvo.
O que está sob seu controle do arqueiro?
Você não deve atribuir sua autoestima ao resultado, não deve se apegar-se emocionalmente a ele., pois não está sob seu controle.
Mas deve se esforçar ao máximo naquilo que está sob seu controle, ou seja, a sua tentativa de disparo.
Devemos nos preocupar apenas com nossas intenções e esforços, porque estes estão sob nosso controle.
“O homem não se preocupa tanto com problemas reais
quanto com as ansiedades imaginadas sobre problemas reais” – Epicteto.
“Estamos mais frequentemente assustados do que
feridos; e sofremos mais na imaginação do que na realidade. ” – Sêneca.
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