O objetivo é disponibilizar vídeos educativos com conteúdo simples e envolvente. Eu sou o João Luiz Cerqueira, sou pós graduado em Filosofia e o canal Chave de Leitura é voltado para facilitar a compreensão de diversos assuntos de Filosofia e História.
São valiosas chaves de leitura que facilitam o entendimento dos fatos e ideias que constituem nossa caminhada no mundo.
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
Teoria das Ideias - Platão
Platão foi um filósofo grego que viveu entre 427-347 a.C
Ele é considerado um dos maiores pensadores do mundo.
Como Aristóteles e Sócrates, é lembrado por ter desenvolvido as ideias e
os pensamentos que formaram a atual cultura do Ocidente.
Neste episódio vamos entender alguns pontos de sua Teoria das Ideias.
Tudo o que experimentamos pelos sentidos. Tudo que vemos, ouvimos,
tocamos, todas as coisas materiais estão em constante transformação.
Estão em um fluxo continuo de
mudança, deixando de ser o que são e passando a ser algo diferente.
Por exemplo, quando olhamos para uma rosa podemos pensar que ela é
bonita, mais aí, a rosa envelhece e já não a achamos mais tão bela.
Assim não é uma verdade absoluta dizer que a rosa é bonita, pois ela
muda, e essa verdade não lhe serve mais.
Por isso não conseguimos alcançar a verdade das coisas, pois quando
achamos que a alcançamos ela já mudou, se transformou em algo diferente.
Platão estava em busca do conhecimento.
E para esta questão formulou uma teoria, segundo a qual, existem dois mundos:
O mundo dos sentidos e o mundo das ideias.
Para Platão é um engano achar que a realidade se resume ao mundo
sensível.
Conhecimento só é conhecimento daquilo
que não muda caso contrário é apenas uma opinião.
A rosa não é mais bonita, ela mudou, pois ela faz parte do mundo
sensível, que está em constante mudança. Entretanto, a ideia de rosa, que faz
parte do mundo das ideias, não muda.No
mundo das ideais tudo é eterno e imutável.
Por isso somente no mundo das ideias é possível alcançar a verdade
absoluta. No mundo sensível a verdade é uma ilusão.
A rosa que observamos no mundo dos sentidos é uma cópia, uma mera sombra
da forma pura da rosa do mundo das ideias.
Pense por exemplo em todas as árvores que você já viu. Elas não passam
de uma representação inferior de uma ideia pura que existe no mundo das ideias.
Essa fora pura é imaterial, por isso eterna e perfeita
Temos uma infinidade de espécies de árvores com diferentes formas e
tamanhos, entretanto, mesmo com todas as diferenças, a reconhecemos como
árvore.
O que nos faz reconhecer a todas como árvore. O que elas têm em comum? Elas
participam da mesma ideia perfeita eterna e imutável de árvore que está no
mundo das ideias.
Este mundo das ideias existe de verdade? Platão diz que sim e afirma que
ele sustenta o mundo sensível. O mundo dos sentidos só é possível porque ele é
uma cópia imperfeita do mundo das ideias.
Em sua obra A República, no Livro VII, Platão elaborou uma metáfora que
ajuda a esclarecer sua teoria das ideias.
ALEGORIA DA CAVERNA
Imagine alguns prisioneiros vivendo
dentro de uma caverna; eles estão acorrentados e por isso só conseguem olhar
para o fundo da caverna.
Por traz deles há um caminho pelo qual
algumas pessoas passam carregando coisas. Atrás do caminho há um fogo acesso que
gera sombras no fundo da caverna para onde os prisioneiros estão olhando.
Para os prisioneiros essas sombras são
a realidade. O tipo de compressão oferecido pelas sombras é justamente o mais
superficial.
Acontece que um dia um dos prisioneiros
consegue sair da caverna. E quando sai da caverna ele vê a fogueira, as pessoas
e os objetos que antes só conseguia ver através das sombras.
Sai do mundo das aparências e entra no
mundo das ideias.
Ele ve a verdadeira realidade, aquela
que está além das aparências, e precisa de um tempo para se ajustar e perceber
que o que ve agora é mais real do que o que via na caverna.
Os prisioneiros representam as pessoas
que se deixam levar pela aparência dos sentidos e a confunde com a realidade.
O homem que escapa da caverna
representa aquele que vai além das impressões e sensações e tem seu
comportamento orientado pela razão.
Segundo Platão seriam os matemáticos e
filósofos os homens mais aptos a deixar a caverna.
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